Seguidamente tenho visto o protesto de muitos agricultores reclamando de preços dos produtos agrícolas, pois o preço não está compensando os custos de produção existentes.
Bom, primeiramente, o preço de qualquer produto é regulado pela conhecida lei da oferta e demanda. Se o produto é muito demandado, e a produção (oferta) se mantém, seu preço subirá. Um exemplo disso é o próprio etanol. Com a imensa quantidade de carros flex no país, a demanda aumentou consideravelemente, mas a produção não acompanhou, resultado, etanol mais caro para o consumidor.
No caso dos produtores de arroz do RS, que dizem ser inviável continuar a produzir arroz tenho os seguintes comentários.
Se o preço em 2010 estava bom, por que aumentar a área plantada e o consequente aumento da produção em 20%? Não é porque o arroz está mais barato que iremos diariamente nos entupir de arroz no almoço e janta de cada dia. O consumo de arroz não sofre alterações de demanda no gosto individual do consumidor. Houve aumento na demanda mundial? Está faltando arroz no mercado? Não. Então os produtores devolvem plantar a mesma área e produzir a mesma quantidade.
Sempre que vejo os agricultores comemorando preço alto de uma commoditie, já ouço que no ano seguinte irão aumentar a produção com o intuito de aumentar os ganhos. Burrice! Mantenham a produção, se a demanda for maior que a oferta, os preços subirão ainda mais e os lucros serão maiores com a mesma produção. Mas se aumentarem a produção em demasia, o preço cairá e os lucros serão menores, isso se existir lucro!
O mercado agrícola é muito instável, alguns produtos dependem de demandas mundiais, outros não. Se a demanda mundial está crescendo, vale a pena expandir a produção, isso, se o preço se manter.
Até hoje não entendi o aumento da área plantada dos arrozeiros no RS. Resultado, produziram demais, além do que o mercado iria assimilar, os preços ficaram pifíos, com preços abaixo do custo de produção. Queriam a todo custo ajuda do governo federal. Sendo que na verdade, eles precisam é analisar melhor o mercado antes de aumentarem a produção pelo simples achômetro que no ano seguinte o preço será mais alto e irão ganhar mais. Mercado agrícola não é assim!
Ao mesmo tempo, todo preço máximo tem um limite, se o preço do arroz ficar exageradamente alto, as pessoas irão trocar o arroz pelo macarrão, irá sobrar mais arroz no mercado e o preço cairá, pois sua demanda é elástica. Já no caso da gasolina, cuja demanda já é inelástica (mas não totalmente inelástica), mesmo com o preço subindo, muitos consumidores não terão como deixar de abastecer seus carros e terão que arcar com o aumento de preços. Afinal, precisam continuar rodando diariamente, talvez diminuam as viagens a turismo, mas o uso para o trabalho ou lomoção para ir ao trabalho, esse não se altera.
Sabemos que os produtores agrícolas são inúmeros, um só aumentando a área de produção não afetará o mercado, mas o que ocorre é que a maioria aumenta em conjunto, aumentando a oferta agregada. Como saber se os demais não irão aumentar e você aumentando ganhará mais pois aumentou sozinho, não há como.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Vem aí mais um apagão do Etanol
No final de 2010 e início de 2011 o brasileiro sofreu com o preso alto da gasolina, tudo porque estava faltando etanol no mercado para misturar à gasolina. O Governo como atuante do setor, nada fez, não reduziu em nem 1% a quantidade de etanol misturado à gasolina, que hoje é da ordem de 25%. Em alguns estados o litro do etanol chegou a custar mais que o da gasolina.
O que ouvimos como solução era o aumento da produção de área de cana plantada e consequente aumento da produção de etanol na próxima safra. Entretanto, as notícias não são boas. Conforme reportagem do Globo Rural do domingo, dia 17 de Julho, teremos uma redução em cerca de 11% na produção de cana e consequente redução de 6,5% na produção de etanol.
Ora, se já tivemos uma falta absurda de etanol no mercado e alta no preço da gasolina como o país nunca viu, o que nos espera com uma produção ainda menor, são preços maiores ainda do que os praticados no início do ano. Por sinal, o litro da gasolina não retornou aos patamares em que estava anteriormente. O litro da Gasolina em Porto Alegre, que estava na ordem de R$ 2,65, agora custa R$ 2,80, em plena safra de cana e larga produção de etanol.
Quando entrarmos na entresafra, teremos mais uma vez gasolina acima dos R$ 3,00, e pelas perspectivas do setor, poderá chegar tranquilamente na casa dos R$ 3,20 à R$ 3,40.
Preços de mercado europeu, onde não se produz 1 só litro de petróleo!
O que ouvimos como solução era o aumento da produção de área de cana plantada e consequente aumento da produção de etanol na próxima safra. Entretanto, as notícias não são boas. Conforme reportagem do Globo Rural do domingo, dia 17 de Julho, teremos uma redução em cerca de 11% na produção de cana e consequente redução de 6,5% na produção de etanol.
Ora, se já tivemos uma falta absurda de etanol no mercado e alta no preço da gasolina como o país nunca viu, o que nos espera com uma produção ainda menor, são preços maiores ainda do que os praticados no início do ano. Por sinal, o litro da gasolina não retornou aos patamares em que estava anteriormente. O litro da Gasolina em Porto Alegre, que estava na ordem de R$ 2,65, agora custa R$ 2,80, em plena safra de cana e larga produção de etanol.
Quando entrarmos na entresafra, teremos mais uma vez gasolina acima dos R$ 3,00, e pelas perspectivas do setor, poderá chegar tranquilamente na casa dos R$ 3,20 à R$ 3,40.
Preços de mercado europeu, onde não se produz 1 só litro de petróleo!
domingo, 17 de julho de 2011
Quer financiar uma casa? Conheça os métodos de financiamentos.
Nos últimos anos no Brasil, o financiamento imobiliário tomou proporções bilionárias. Tanto por parte do de bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, mas também por bancos privados como Santander, Bradesco, Itaú, etc. Banco com menor taxa de juros ainda é a CEF, mas ao mesmo tempo é o mais burocrático para a obtenção de financiamento. Nos Bancos privados o processo é mais rápido, mas as taxas de juros são de mercado, na ordem de 1 a 1,4% ao mês. Enquanto na CEF pode-se obter financiamento com taxa de juros da poupança, cerca de 0,5% ao mês, tudo, entretanto, depende da renda familiar. Quanto maior a renda, maior a taxa de juros.
Existem dois métodos de cálculo de prestações. O mais usual para financiamento imobiliário é o método SAC (Sistema de Amortização Constante), onde o capital amortizado mensalmente é o mesmo, variando-se apenas os juros. O segundo método é pela tabela Price ou Sistema de Prestação constante, onde o valor da prestação é fixo do primeiro ao último pagamento, muito utilizado no comércio em geral e financiamento de automóveis.
Para o financiamento imobiliário, o melhor de todos é o SAC, o mais fácil de calcular. Supondo um financiamento da ordem de R$ 100 mil, com juros de mercado de 1% ao mês, com prazo de pagamento de 25 anos ou 300 meses, a forma de calcular é a seguinte. Divida o valor total do financiamento pelo número de parcelas a serem pagas. Neste exemplo, 100.000/300, o que é igual a R$ 333,33. Então, o valor do capital a ser amortizado mensalmente é de R$ 333,33 da primeira à última parcela. E quanto será de juros? Sendo o valor financiado de R$ 100 mil e a taxa de juros de 1% ao mês, o valor inicial de juros será 1% de R$ 100 mil, o que dá R$ 1 mil. Logo, a prestação inicial a ser paga será de R$ 1.333,33. E a última parcela será de R$ 333,33. Por isso, mesmo pequenas variações na taxa de juros podem significar muito ao longo do financiamento. Supondo que os bancos privados estejam cobrando agora 1,2% ao mês, acréscimo de apenas 0,2% ao mês, representará R$ 200,00 a mais de juros na prestação. Subindo a prestação para R$ 1.533,33. Por isso, num financiamento de longo prazo, atente-se para pequenas variações, elas são muito significativas tanto para maior como para menor.
O segundo tipo de prestação o Price (Prestação fixa), a fórmula é bem complexa, por isso não irei explicar, apenas mostrar o valor da prestação já calculado. Usando o mesmo juro de 1,2%, daria uma prestação fixa mensal de R$ 1.234,00. Caso o juro fosse de 1%, a mesma cairia para R$ 1.053,22. Aparentemente, o Price é mais vantajoso, mas na verdade não é. Enquanto na Price nos primeiros 12 meses a amortização do capital é de apenas R$ 676,00, para o cálculo com 1% de juros ao mês e o total de juros pagos é de R$ 11.960,00, no sistema SAC, o total de amortização no período será de R$ 4 mil e de juros R$ R$ 11.780,00. Na décima segunda prestação o valor dela já seria de R$ 1296, 67, o que nos dá R$ 3,05 a menos a cada mês. O método SAC pode ser mais oneroso no início (cerca de R$ 280,00 mais caro), mas a dívida do tomador diminui muito mais rápido. O que facilita no caso de venda do imóvel financiado e a quitação no banco. O valor a ser liquidado de uma só vez será muito menor no Sac que no Price.
No longo prazo, o total de juros pagos será menor no SAC que no Price. Por isso, para financiamento imobiliário, fuja do Price, será jogar dinheiro fora.
Esse é um dos motivos que as financeiras não financiam automóveis pelo SAC, a dívida diminui mais rápido e o total de juros pagos será menor, o que para os bancos, não é nada vantajoso.
Vale lembrar apenas, que no Sistema SAC utilizado pelos bancos, tanto públicos como privados, o saldo devedor é reajustado anualmente pela TR, o financiamento é recalculado e o valor de amortização mensal aumenta. Eu mesmo tenho financiamento neste sistema, comecei com R$ 222,22 de amortização mensal e estou em R$ 229,00. Mas nada que venha a tornar oneroso este método de cálculo de financiamento.
Em ambos os sistemas, SAC e Price, a prestação é acrescida de seguro de vida, para no caso de falecimento do tomador, o empréstimo fique quitado. Por isso, quanto mais jovem você tomar o empréstimo imobiliário, melhor, mais baixo será o seguro. Pois dependendo da idade da pessoa, o seguro pode representar até 1/3 do valor da prestação (acima de 60 anos de idade).
Os bancos também impõem limite para de idade para que o financiamento acabe, cerca de 75 anos.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Onde você aplicaria R$ 4 bi ? Pergunte ao BNDES.
O que você faria com R$ 4 bilhões de reais? Este é o valor que o banco estatal de desenvolvimento econômico e social BNDES, queria aplicar na fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil.
Primeiramente sabemos que toda fusão gera desemprego. Onde existe 2 supermercados, um Pão de Açúcar e outro Carrefour de frente ou próximos, um fecharia. Segundo, é dinheiro público parando no setor privado sem a menor geração de emprego e renda!
Li sobre o "estardalhaço" que o TCU fez com referência à obra de duplicação da BR116 (Guaíba-Pelotas), pois estaria superfaturada em R$ 90 milhões. Comecei a analisar os dados técnicos e vi, assim como o DNIT, que não existe nenhum superfaturamento, mas sim, diferenças técnicas, no tipo de equipamento usado para a terraplanagem e base da estrada, na forma de indenizar os proprietários onde a estrada irá passar, etc. Como o uso de uma máquina específica para a base do solo que o TCU diz que não é necessária, mas que na verdade, é obrigatório para estradas no RS, SP e MG, devido ao tipo de solo. O valor total da obra antes era de R$ 988 milhões. Ora, apenas 1/4 do dinheiro que o BNDES queria dar para a fusão. Nisso o TCU não se mete, não é obra pública! O dinheiro vai para onde bem entender o governo. O trecho da BR116 é de 218km a serem duplicados, os R$ 4 bi daria para duplicar então 4x isso, mais de 800km!
Os R$ 4 bi daria para tirar do vermelho todos os hospitais do país, que recebem valores do SUS inferiores ao custo, estão próximo de fecharem suas portas e nada é feito. Afinal, o governo paga apenas R$ 150,00 por uma cesariana, ficando R$ 50,00 para o médico, R$ 50,00 para o anestesista e R$ 50,00 pro hospital, uma verdadeira piada.
Agora faz sentido porque ninguém se interessou em construir o trem-bala no Brasil. Tudo tem que ser pelo menor valor, com o uso dos piores materiais, com os métodos mais arcaicos possíveis. E se fosse feito de melhor qualidade o TCU daria a obra como superfaturada.
A China recém inaugurou o trem-bala Pequima - Xangai. Distãncia de 1200km, o três faz em 3h e meia. A Obra foi feita em apenas 4 anos. No Brasil leva-se 4 anos para tentar abrir uma porcaria de um edital, e quando finalmente consegue abrir, ninguém quer participar, por ser inviável!
Estamos fadados ao atraso na infra-estrutura, o que já traz e trará ainda mais sérios prejuízos ao desenvolvimento econômico da nação.
Primeiramente sabemos que toda fusão gera desemprego. Onde existe 2 supermercados, um Pão de Açúcar e outro Carrefour de frente ou próximos, um fecharia. Segundo, é dinheiro público parando no setor privado sem a menor geração de emprego e renda!
Li sobre o "estardalhaço" que o TCU fez com referência à obra de duplicação da BR116 (Guaíba-Pelotas), pois estaria superfaturada em R$ 90 milhões. Comecei a analisar os dados técnicos e vi, assim como o DNIT, que não existe nenhum superfaturamento, mas sim, diferenças técnicas, no tipo de equipamento usado para a terraplanagem e base da estrada, na forma de indenizar os proprietários onde a estrada irá passar, etc. Como o uso de uma máquina específica para a base do solo que o TCU diz que não é necessária, mas que na verdade, é obrigatório para estradas no RS, SP e MG, devido ao tipo de solo. O valor total da obra antes era de R$ 988 milhões. Ora, apenas 1/4 do dinheiro que o BNDES queria dar para a fusão. Nisso o TCU não se mete, não é obra pública! O dinheiro vai para onde bem entender o governo. O trecho da BR116 é de 218km a serem duplicados, os R$ 4 bi daria para duplicar então 4x isso, mais de 800km!
Os R$ 4 bi daria para tirar do vermelho todos os hospitais do país, que recebem valores do SUS inferiores ao custo, estão próximo de fecharem suas portas e nada é feito. Afinal, o governo paga apenas R$ 150,00 por uma cesariana, ficando R$ 50,00 para o médico, R$ 50,00 para o anestesista e R$ 50,00 pro hospital, uma verdadeira piada.
Agora faz sentido porque ninguém se interessou em construir o trem-bala no Brasil. Tudo tem que ser pelo menor valor, com o uso dos piores materiais, com os métodos mais arcaicos possíveis. E se fosse feito de melhor qualidade o TCU daria a obra como superfaturada.
A China recém inaugurou o trem-bala Pequima - Xangai. Distãncia de 1200km, o três faz em 3h e meia. A Obra foi feita em apenas 4 anos. No Brasil leva-se 4 anos para tentar abrir uma porcaria de um edital, e quando finalmente consegue abrir, ninguém quer participar, por ser inviável!
Estamos fadados ao atraso na infra-estrutura, o que já traz e trará ainda mais sérios prejuízos ao desenvolvimento econômico da nação.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
A Inflação da Argentina mostra sua cara!
Como resido na divisa com a Argentina, seguidamente vou abastecer meu carro e fazer compras nos mercados argentinos. A Gasolina custava há 2 meses atrás R$ 1,80. Ontem, dia 03 de Julho, já paguei nada menos que R$ 2,32. O mesmo tem acontecido em diversos produtos no mercados argentinos. Todos os meses os preços sobem e sobem bastante! A Presidente Cristina Kischner tenta iludir o povo manipulando o IBGE deles, mostrando uma inflação irreal, muito mais baixa que a real. Mas infelizmente, inflação é um processo contínuo de aumento generalizados nos preços que não há como esconder, os preços aumentam toda a semana.
Quando vou abastecer e não há gasolina super, pode saber, quando chegar novo carregamento virá com preço maior.
A Inflação empobrece as classes mais pobres, que não tem como deixar seu dinheiro "aplicado" em fundos de investimento, renda fixa, e muito menos deixar dinheiro na poupança para cobrir um pouco das perdas. O salário sempre sobe em ritmo muito menor que os preços. Isso é mortal para a economia.
Quando vou abastecer e não há gasolina super, pode saber, quando chegar novo carregamento virá com preço maior.
A Inflação empobrece as classes mais pobres, que não tem como deixar seu dinheiro "aplicado" em fundos de investimento, renda fixa, e muito menos deixar dinheiro na poupança para cobrir um pouco das perdas. O salário sempre sobe em ritmo muito menor que os preços. Isso é mortal para a economia.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
A Verdade sobre PacoTarso - aumento da alíquota previdenciária
A nova alíquota de 14% para todo funcionalismo do estado do RS, com redutores para quem tem renda baixa, é uma completa "sem-vergonhice" por parte do governo do PT, diga-se, Governador Tarso Genro.
Vou explicar os motivos.
Quem é trabalhador do setor privado paga alíquota de até 11%, o patrão (a empresa) paga mais 20% spbre o salário do trabalhador. Então, o INSS recebe 33% do salário do trabalhador mensalmente. Não sou atuário para aprofundar os cálculos, ver como isso é calculado, o porquê dos 33% mensais, sei apenas os cálculos para um fundo de previdência privado, mas que diga-se de passagem, não é muito diferente do cálculo do INSS.
No caso dos servidores do estado do RS, o governo do Estado é o patrão, logo, é ele que tem que pagar a contrapartida patronal de 20% sobre o salário. Mensalmente, se a folha de pagamento é de R$ 10 bilhões, cerca de R$ 200 milhões deverão ser alocados pelo Estado para o fundo previdenciário do servidor ou alguma conta única. Isso o Estado não faz, fica apenas o servidor estadual pagando a sua fatia de contribuição. Ora, uma hora, a conta não irá mais fechar. O volume de contribuições será menor que o volume de pagamentos. De quem é a culpa? do Governo do Estado e não do servidor.
Aumentar a alíquota de contribução é uma safadeza total, pois estão querendo colocar uma contrapartida maior por parte do servidor.
Déficit previdenciário estadual? Na verdade não existe, se o governo colocar a sua fatia de contribuição todos os meses sobre a folha salarial, sempre haverá recursos para o pagamento das aposentadorias. Imaginem se a empresas fizessem o mesmo?
O mesmo ocorre com o governo federal com o dito déficit da previdência, que na verdade não existe, pois do mesmo modo, o governo não faz sua contrapartida.
Vou explicar os motivos.
Quem é trabalhador do setor privado paga alíquota de até 11%, o patrão (a empresa) paga mais 20% spbre o salário do trabalhador. Então, o INSS recebe 33% do salário do trabalhador mensalmente. Não sou atuário para aprofundar os cálculos, ver como isso é calculado, o porquê dos 33% mensais, sei apenas os cálculos para um fundo de previdência privado, mas que diga-se de passagem, não é muito diferente do cálculo do INSS.
No caso dos servidores do estado do RS, o governo do Estado é o patrão, logo, é ele que tem que pagar a contrapartida patronal de 20% sobre o salário. Mensalmente, se a folha de pagamento é de R$ 10 bilhões, cerca de R$ 200 milhões deverão ser alocados pelo Estado para o fundo previdenciário do servidor ou alguma conta única. Isso o Estado não faz, fica apenas o servidor estadual pagando a sua fatia de contribuição. Ora, uma hora, a conta não irá mais fechar. O volume de contribuições será menor que o volume de pagamentos. De quem é a culpa? do Governo do Estado e não do servidor.
Aumentar a alíquota de contribução é uma safadeza total, pois estão querendo colocar uma contrapartida maior por parte do servidor.
Déficit previdenciário estadual? Na verdade não existe, se o governo colocar a sua fatia de contribuição todos os meses sobre a folha salarial, sempre haverá recursos para o pagamento das aposentadorias. Imaginem se a empresas fizessem o mesmo?
O mesmo ocorre com o governo federal com o dito déficit da previdência, que na verdade não existe, pois do mesmo modo, o governo não faz sua contrapartida.
sábado, 18 de junho de 2011
A logística de transporte e o Brasil da Copa
Recebo todos os meses em minha casa uma revista especializada em viagens e turismo pelo Brasil e mundo e me espanto ao ver o moderno sistema de transportes tanto na Ásia como na Europa e Canadá, e a pergunta que eu faço é, O QUE MUDARÁ NO SETOR DE TRANSPORTES NO BRASIL COM A COPA DO MUNDO? Faltando 3 anos para o acontecimento sei que nada de moderno será feito em um curto espaço de tempo. O Governo Federal está há mais de 1 ano tentando lançar um edital de concorrência pública para a construção do primeiro trem bala brasileiro, a burrocracia e a incompetência tem prevalecido desde então, pois no Brasil nem isso conseguimos construir. Atualmente viaja-se por inúmeros países em trens de 200, 300 e até 400km/h, ligando não só cidades dentro de um país, mas ligando países.
Não adianta nos tornarmos uma das principais economias do mundo se nosso sistema de infra-estrutura em transportes continua como um país extremamente atrasado. A muito custo e anos ou décadas, conseguimos apenas duplicar uma rodovia, isso quando o TCU não bloqueia uma licitação orçada em R$ 1 bilhão, por achar que ela está em R$ 20 milhões superfaturada. Então ouço prefeitos e governadores dizendo, em tal cidade ampliaremos o sistema de transporte coletivo, diga-se ônibus, construiremos tal tipo de terminal, etc. No Brasil só se vive para o ônibus como que fosse a oitava maravilha do mundo e conforto e velocidade.
No velho continente europeu, é possível viajar 750km em apenas 3hs e meia em trens de alta velocidade, contando com a parada em inúmeras estações. No Brasil consigo viajar 600km de São Borja à Porto Alegre em maravilhosos 8hs e 40 minutos, num ônibus que não passa de 80km/h e quando chega a 90km/h já começa a apitar por estar indo rápido demais. Avião? Só numa distância de 180km até o aeroporto comercial mais perto, mas com ressalvas. O avião é nanico, a empresa aceita no máximo uma mala de 10kg (hoje uma mala grande vazia pesa a metade disso). A Passagem custa algo absurdo (R$ 380,00), pois a aviação regional no Brasil perdeu os incentivos que tinha no passado. Se você resolve ir de ônibus até o aeroporto, são três horas e meia de ônibus de São Borja, pois não existe linha direta, vai pingando na beira da estrada. Se for em automóvel próprio, onde deixar o carro se não existe nenhum tipo de estacionamento junto ao aeroporto que fica no meio do mato? Aquela linha regional acaba servindo apenas a cidade onde se situa e não a região toda. O Brasil da Copa andará de ônibus e táxi, nossos aeroportos estão no limite, as companhias aéreas brasileiras são extremamente mal intencionadas, não estão nem aí para o passageiro, fora as mais de 20 malas furtadas diariamente nos aeroportos internacionais de SP e RJ, onde próprios funcionários das empresas aéreas e dos aeroportos somem com as malas dos turistas para roubar o máximo que puderem e isso continua sem nenhuma atuação da polícia.
Iremos ter copa do mundo no Brasil, mas será o maior fiasco da história de todos os países em termos de infra-estrutura em transportes, é vergonhoso! Quando os governantes irão se convencer que necessitamos de trens de passageiros por todo o país? Não precisa andar a 400km/h, se andar com média de 130, 140(velocidade do trem bala no Japão em 1970), já está ótimo, pois iremos muito mais rápidos que carros e ônibus. Precisamos urgente diminuir o tempo de percurso entre as capitais e entre o interior e as capitais, estamos ainda, no século passado!
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