terça-feira, 31 de maio de 2011

E a briga Brasil versus Argentina continua - Isso é Mercosul

Sinceramente, eu não entendo até hoje porque o Mercosul (MERCOSUR) existe. No princípio tentou-se de certa forma imitar o Mercado Comum Europeu, ouvi até mesmo falar em uma moeda única na região. O que vemos hoje é um Mercosul desgastado em com brigas infantis. A Argentina de Cristina Kishner, começou a barrar a entrada de máquinas agrícolas brasileiras, tirou a licença automática de importação, fez o mesmo para o setor calçadista. De acordo com as leis internacionais, o país tem 60 dias para liberar a mercadoria quando a licença não é automática. A Argentina começou a desrespeitar isso fazendo certos produtos ficarem 1 ano nos portos ou portos secos e nada de autorização para entrada, gerando imensos prejuízos para importadores e exportadores. O Brasil cansou e resolve fazer o mesmo. Toda briga é porque há anos a Argentina tem déficil comercial com o Brasil, isto é, importa mais produtos do Brasil do que exporta.
Querida Cristina, a Argentina sempre terá déficit com o Brasil, nosso parque industrial é inúmeras vezes maior que o argentino, nossas empresas estão mais modernas e internacionalizadas, logo, mesmo com carga tributária brasileira absurda, ainda conseguem ter preços mais competitivos e iremos dominar seus mercados. À execessão fica por conta das fábricas de automóveis, que em virtude do Peso Argentina bem desvalorizado, está baratíssimo produzir esses bens por lá. Vendemos aqui como carro nacional o Ágile, o Corsa Classic, a Hilux e SW4, o Siena, o novo Uno e por aí vai. Compramos metade da produção de automóvel da Argentina, se não exportassem para o Brasil, não teriam para quem vender tanta produção.
O Brasil e a Argentina tinham é que se preocupar com a China, que está com marcas própria de automóveis, entrando no mercado com tudo, oferecendo carros completíssimos cerca de 30 a 40% mais baratos que similares nacionais, e sabemos que com a mão de obra quase de graça na China, competir com eles é quase impossível. Diga-se calçados chineses.
Deviam focar seus olhos noutros mercados e pararem de ter picuinhas, como que estivéssem sempre "jogando futebol" Brasil contra Argentina, a eterna rivalidade.

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